Trilhar o caminho da construção<br> da alternativa
Jerónimo de Sousa esteve no Funchal, no dia 15, a participar num jantar comemorativo do 92.º aniversário do PCP, que reuniu mais de 600 militantes e simpatizantes do Partido. O dirigente comunista valorizou a história do PCP e a actualidade do seu projecto, patente no Programa «Uma Democracia Avançada – os Valores de Abril no Futuro de Portugal», aprovado com alterações no XIX Congresso, realizado no final do ano passado.
Considerando que a situação do País torna mais clara a actualidade das propostas do PCP, Jerónimo de Sousa reafirmou que o País e o povo precisam de uma «nova política, uma nova política ao serviço do povo e dos interesses nacionais, e de um governo patriótico e de esquerda, capaz de promover uma mudança no rumo do País». Este governo, acrescentou, terá que assegurar a «reposição das condições de vida e de trabalho e os direitos usurpados aos trabalhadores e ao povo».
O Secretário-geral do PCP realçou que ao pacto de agressão há que contrapor a «imediata renegociação da dívida pública, envolvendo prazos, taxas de juro e montantes», que permita estabelecer «novas soluções e vias de financiamento para a promoção do investimento produtivo, o crescimento económico, a criação de emprego e outras necessidades do País».
A aposta na produção nacional é outra das propostas do PCP, a par da valorização do trabalho e dos trabalhadores, de uma justa repartição da riqueza criada por meio de uma «alteração radical» da política fiscal, da garantia de serviços públicos de qualidade e da recuperação pelo Estado do comando democrático da economia, pondo fim às privatizações e alcançando uma efectiva subordinação do poder económico ao poder político. Para tal, há que libertar o País das imposições supranacionais, rompendo com os estrangulamentos impostos pela União Europeia e pelo euro.
Jerónimo de Sousa reafirmou ainda a disponibilidade do PCP para debater e aprofundar com as pessoas, sectores e forças progressistas e de esquerda «sincera e genuinamente interessados em romper com a política de direita» os caminhos para concretizar esta alternativa. Antes do Secretário-geral, falou Edgar Silva, do CC.